quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

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Um dia você aprende que...
Não importa em quantos pedaços seu coração foi partido. O mundo não para, para que você o conserte.
Aprendi que o tempo Não é algo que possoVoltar pra traz Portanto sua alma ao envez de esperar que alguém lhe traga flores Você aprende que realmente pode suportar que realmente é flores e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor diante da vida.
Nossas vidas são traidoras e nos fazem perdoar o bem que poderiamos fazer se não o medo de TENTAR....William Shakespeare



Eu aprendi......que ignorar os fatos não os altera;
Eu aprendi......que quando você planeja se nivelar com alguém, apenas esta permitindo que essa pessoa continue a magoar você;
Eu aprendi......que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas as feridas;
Eu aprendi......que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa;
Eu aprendi......que a vida é dura, mas eu sou mais ainda;
Eu aprendi......que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu.
Eu aprendi......que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar;
Eu aprendi......que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito; Eu aprendi......que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você esta escalando-a;
Eu aprendi......que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.(Boa noite , Amor )William Shakespeare

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Livro: O homem como natureza e espírito, autor; L. Ribeiro, Rio de Janeiro 1981:)!


" O destino é uma questão metafísica, já possivel de ser elucidada. O homem tem destino na medida que tem história."


Esquerda -> Direita


" Seu passado é fatalidade e seu futuro é providência, assim o destino oscila entre fatalidade e providência, podendo ser definido ao longo da curva existencial como uma resultância para cada um de seus pontos, sendo esta resultância energética e valorativa. "


..." Para o homem mudar, basta apenas mudar sua maneira de pensar..."


" A realização do homem não depende da matéria física, mas sim , da matéria mental que se deixa formalizar pelo espírito."

Pag. 19


" o doutor que essas escolas formam não é ainda o homem. Esta é uma civilização de ROBÔS mentais e não de homens. E por isso ela se inclina cada vez mais o abismo e pelo caminho que vai não se salvará."


" A filosofia é uma intenção de SABEDORIA, nela cada pensador se inscreve para revelar apenas um ângulo da sabedoria total. Neste mundo nada é conclusivo e como é longa a caminhada cada pensador serve de ponto de passagem nessa interminável marcha do espírito, marcha ESPIRALADA em torno de seu eixo, cujo o rasto residual forma o mundo da CULTURA."


Pag.20

terça-feira, 6 de julho de 2010

Calendário MAYA, contagem longa!:)AHOO!





A aplicação da matemática maia na contagem de tempo – A “Contagem Longa”
Os maias criaram um sistema matemático paralelo ao convencional, que se refere à contagem de tempo: é a chamada “Contagem Longa”.
Como haveria de ser, a base também é vigesimal, assim como a matemática maia convencional.
Mas na altura da segunda ordem, que na matemática “normal” equivale a 400, houve uma leve modificação, adequando o sistema da “Contagem Longa” para que se aproximasse o máximo do ano solar, que arredondado tem 365 dias.
Sendo assim temos, ao invés de 20x20, 18x20, que resulta em 360 dias, o chamado TUN, ao invés do valor de 400 que temos na matemática maia convencional.
Com isso, todos os ciclos acima do TUN também são diferentes por culpa dessa “interferência” sofrida no meio do caminho. Os ciclos mais importantes (e curtos, por isso alguns preferem chamá-la de “curta” em lugar de “longa”) para nós são:
· BAKTUN: 144.000 (7.200x20) dias
· KATUN: 7.200 (360x20) dias
· TUN: 360 (20x18) dias
· VINAL: 20 (1x20) dias
· KIN: 1 dia
Da mesma maneira que acontece na matemática, o maior ciclo possível (naquele caso específico) é que aparece “primeiro”. Esses ciclos são representados por glifos acompanhados de números, para que possamos saber se uma data estava no KATUN 10 ou no KATUN 11, por exemplo. Alguns exemplos de glifos que podem representar esses ciclos:

Atualmente representamos a “Contagem Longa” à nossa maneira, no formato 12.13.14.15.16, sendo o primeiro número referente ao ciclo BAKTUN, e o último referente ao ciclo KIN.
Sabendo a data dentro da “Contagem Longa”, podemos saber quantos dias foram transcorridos na era ou ciclo atual. Utilizando o exemplo acima (12.13.14.15.16), temos:
· (12x144.000) + (13x7.200) + (14x360) + (15x20) + (16x1) = 1826956 dias.
Aquilo que chamam de “ciclo profético” (a comentada questão de 2012 envolvendo o calendário maia) NADA MAIS É do que um ciclo de 13 BAKTUNS:
· 13x144.000 = 1.872.000 dias
Além disso, temos o indício, através da famosa “Pedra do Sol” dos astecas, de que estamos no “Quinto Sol”, ou quinta era. Cabe destacar aqui que não existe um consenso no que se refere a QUAL ciclo estamos. O fato é que, caso este seja o quinto ciclo, estaríamos, então, prestes a completar um ciclo ainda maior, de 65 BAKTUNS (5x13x144.000), 9.360.000 dias, que é algo bem próximo à duração de um movimento de precessão do planeta Terra, conhecido como “movimento de inversão dos pólos”. Aí vemos a importância do TUN: aprendemos na escola que um movimento de precessão é algo em torno de 26.000 anos. E veja: 9.360.000 dias = 26.000 x 360 ! Portanto, esse ano “errante”, que era usado por diversas culturas antigas, com 360 dias, parece ser bastente útil e exato a LONGO PRAZO, como no exemplo desse grande ciclo de precessão terrestre, dentro da “Contagem Longa”.
Como na matemática, existem infinitos ciclos que estão acima desses, podendo a contagem ser muito mais longa. A contagem longa pode servir, também, para sabermos o kin (kin = dia, que é correspondente ao kin, que é um dos glifos/signos do calendário sagrado, TZOLKIN) do dia. Se, por exemplo, observarmos uma data com o número dois na posição do ciclo KIN na “Contagem Longa”, ele será um dia com glifo IK (Vento) dentro do TZOLKIN. Podemos ver, também, que os dias de glifo AHAU (Senhor/Lorde) podem ser considerados tanto como número 20 quanto como 0 (zero), visto que eles sempre abrem um novo ciclo VINAL e são representados pelo número 0 (zero). Os glifos e suas posições são as seguintes: 0 - AHAU 1 - IMIX 2 - IK 3 - AKBAL 4 - KAN 5 - CHICCHAN 6 - CIMI 7 - MANIK 8 - LAMAT 9 - MULUC 10 - OC 11 - CHUEN 12 - EB 13 - BEN 14 - IX 15 - MEN 16 - CIB 17 - CABAN 18 - ETZNAB 19 - CAUAC




Calendário Sagrado MesoAmericano
Um calendário utilizado por muitos povos que viveram na América Central, tais como os maias, astecas, toltecas, olmecas, mixtecas, zapotecas, etc.
Aqui, fica ainda mais clara (do que na contagem longa) a intenção daqueles povos: criar ciclos que são fruto da combinação entre dois (ou mais) ciclos menores.
Percebemos isso facilmente dentro do Tzolkin ou Tonalpohualli (nomes, respectivamente, em linguagem maia e asteca, pelos quais o Calendário Sagrado de tais povos ficou conhecido nos dias de hoje), pois ele é o fruto da combinação entre dois ciclos, o de 13 dias e o de 20 dias, ou seja, engloba todas as combinações possíveis entre 13 e 20.
O ciclo de treze dias representa os treze planos ou vibrações superiores, “cósmicas”, que estão acima do plano terreno, são planos de luz. Por isso mesmo, o ciclo de 13 dias acabou sendo também aplicado como ciclo DIURNO, ciclo da luz do dia.
Já o ciclo de vinte dias representa vinte forças da natureza, facilmente identificadas na Terra, tais como Vento, Serpente, Coelho, etc.
O Calendário Sagrado ou "Conta do Destino" é a combinação de 20 glifos (ou signos) dos dias com 13 numerais, formando 260 combinações únicas (que chamamos kin ou tonalli - palavras, respecitivamente, maia e asteca para "dia"). É uma conta especial de probabilidades envolvida com o destino dos seres; cada glifo e cada numeral tem determinadas características que, ao combinar-se, proporcionam a cada dia uma carga única de qualidades. Cada um dos (vinte) dias que formam um mês está representado por um glifo da natureza. Os vinte glifos dos dias e os treze números vão unindo suas particularidades, combinando-se entre si, e cada um deles compartilha suas características com os seres que chegam ao mundo e recebem sua influência no momento do nascimento; os treze números do Tonalpohualli tem uma relação cósmica com os glifos, que representam um aspecto mais terreno, mas não menos interessante.
Escolha um link abaixo para saber mais:
13 Números 20 Glifos

Os 13 Números
Os povos mesoamericanos em geral creêm que existem 13 divisões do plano superior (céu). Talvez por isso tenhamos 13 números no calendário sagrado, e o fato desse número 13 aparecer tantas vezes nas contas e ciclos de tempo daqueles povos. Cada um desses 13 números/dias é associado a uma divindade particular, e também a uma ave específica, geralmente chamada de volátil (A Mariposa, no número 7, é a única que não é uma ave), que é considerada como “mensageira” associada ao número/divindade em questão.
A organização Saq' Be' descreve os 13 números da seguinte maneira:
Os 13 números são conceituados como uma pirâmide. Do número 1 ao 7, escalamos com muito esforço. No número 8, estamos numa posição em que a harmonia perfeita é possível e no topo da pirâmide, e de 9 a 13 a direção é para baixo, gerando mais tranqüilidade com as energias, uma vez que elas não têm mais tanta força em nosso desenvolvimento. Isso varia um pouco entre homens e mulheres: para os homens, 8 é considerado o topo da pirâmide, já que normalmente os homens são considerados mais equilibrados fisicamente e devem lutar mais que as mulheres para alcançar os níveis espirituais. Para as mulheres, 9 é o topo da pirâmide, pois geralmente elas são consideradas um pouco menos estáveis no âmbito físico, mas possuem mais facilidade para acessar o espiritual.


Os 20 Glifos
Os 20 glifos, ou signos, são como as manifestações “terrenas” de Deus (da mesma forma que os 13 números seriam as manifestações “universais” de Deus).
Além do 20 ser a base matemática maia, dizem também que este ciclo de 20 dias se refere ao período das serpentes no que diz respeito à renovação de suas presas.
Cada signo está agrupado de diferentes formas: · De acordo com a direção/cor correspondente. · De acordo com o grupo numérico, que também se aplica dentro da lógica do calendário civil (como no calendário civil temos um resto 5 em relação à matemática vigesimal, uma mesma posição dentro do calendário civil será ocupada, no ano seguinte, por um signo que estará 5 posições à frente, na ordem de glifos, mais precisamente 105 dias à frente, pois 365-260 = 105).
Cada signo, como não poderia deixar de ser, possui suas próprias características, tanto boas, quanto ruins.
Existem dois conceitos que podem ser comparados, a grosso modo, com a “matéria” e o “espírito” (ou a energia): o tonalli (ou tonal) e o nahualli (ou nawal, nagual). Dizem que tonalli é tudo aquilo que é conhecido do homem, seria como aquilo que é “matéria”, que está ao alcance. Os astecas usam essa palavra também em relação aos dias e ao Sol, enquanto nahualli é o contrário, é o desconhecido, o misterioso. Dizem que é o espírito companheiro, geralmente um espírito animal, o “duplo” do homem, que o guia de certa forma.






















para mais informações acesse: http://www.calendariosagrado.org/CMAIAint.html

bjo no core:)!! AHOOOO!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

HATHA - YOGA ---- HA: Sol; THA: Lua. HATHA: Sol-Lua :)




O SIGNIFICADO LITERAL SERIA A UNIÃO DO SOL COM A LUA, OU, MELHOR DIZENDO, A HARMONIA DO PRANA SOLAR COM O LUNAR, NA CRIATURA HUMANA. ESSES PRANAS OU ENERGIAS CIRCULAM ATRAVÉS DAS NARINAS; O SOLAR ENTRA PELA NARINA DIREITA, E O LUNAR PELA ESQUERDA. LEVANDO EM CONTA QUE O PRANA É A ENERGIA ELEMENTAL DO UNIVERSO MANIFESTADO, SEU DOMÍNIO DO CORPO HUMANO DENOTA UMA ESTREMA DISCIPLINA DOS VEÍCULOS INFERIORES, REQUISITO INDISPENSÁVEL PARA O DESABROCHAR DE ATMA(DEUS) E SUA CONSEQUENTE UNIÃO COM PARAMATMA(observador:)). A MAIORIA DOS GRANDES CONHECEDORES DESTAS SUBLIMES CIÊNCIAS AFIRMAM QUE O HATHA-YOGA É SOMENTE UMA PREPARAÇÃO FÍSICA, E QUE DE MANEIRA ALGUMA CONSTITUI UMA DOUTRINA CAPAZ DE CONDUZIR À UNIÃO FINAL. POR ISTO, SE DIZ QUE ALI ONDE TERMINA O HATHA-YOGA, COMEÇA O RAJÁ YOGA, TERMO QUE ADVÉM DO INDO-EUROPEU RAJ, QUE SIGNIFICA REI PELA VONTADE DE DEUS, REI CONSAGRADO. UM SISTEMA DE EXERCÍCIOS CORPÓREOS PARA AJUDAR A CONTROLAR OS SENTIDOS.

Pag.: 175:)

Livro: Bhagavad gita
tradução e notas de HUBERTO ROHDEN
9° EDIÇÃO, ILUSTRADA
EDITORA: Alvorada


quinta-feira, 3 de junho de 2010

BHAGAVAD GITA:) !!!




"... AOS 18 CAPÍTULOS DA BAGAVAD GITA SE RESUMEM NUMA EXTENSA EXPLICAÇÃO DO AUTO-CONHECIMENTO HUMANO, INDISPENSÁVEL PARA A SUA AUTO-REALIZAÇÃO".


...Simboliza o poema da sublime canção uma parafase ou um paralelo, a outros poemas da humanidade, como seja o GÊNESES da Bíblia, onde o sopro de DEUS(EU) derrotado pelo sibilo da SERPENTE(EGO) é convidado a reconquistar o seu reino divino, esmagando a cabeça da serpente.


Pag.: 22




..." quem pensa que é a alma, o EU, que mata, ou o EU uqe morre, não conhece a verdade. "


" O EU não pode matar nem morrer


O EU nunca nasceu nem jamais morrerá. E uma vez que existe, nunca deixará de existir . sem nascimento, sem morte, imutável, eterno - sempre ele mesmo é o EU, a ALMA. Não é destruido com a destruicão CORPO (material). "




Pag.: 31






Livro: Bhagavad Gita


Traduçaõ e notas de HUberto Rohden


9° edição Ilustrada


editora: ALVORADA

segunda-feira, 31 de maio de 2010

O Baú do Raul! O diário pessoal e escritos inéditos do maior mito do ROCK brasileiro




Página 208:)!!!






Todo ser humano, seja engraxate, bancário, soldado, padre, lavadeira, é um filósofo no verdadeiro sentido da palavra. Todo mundo tem um modo especial de ver o mundo. sua filosofia seria então o significado que o mundo tem pra você. Bom, existem e sempre existiramalguns problemas primordiais que sempre provocaram as mentes de homens e mulheres.


O 1°. seria:


- qual é a natureza do universo?


Foi criado por uma entidade divina? Foi um crescimento vindo de um processo gradual? De que ou de qual substância o universo é feito? Como é que ele muda? O universo se importa comigoou com você, ou somos para ele um mero grão de areia duma praia vastíssima?


2°. _ Qual o papel do ser humano no universo?


Podemos mudar o universo ao nosso gosto sem que isso interfira profundamente no conceito primordial do qual ele foi gerado? Ou com essa interferência ele nos destruirá?


3°. _O que é bom e o que é mau?


Como podemos saber o que é que é o bom e o que é mau? Foi algo divino uqe de antemão já tinha estipulado os parâmetros do que seria bem e o que seria mal, ou bem e mal são conceitos de uma cultura local? O bem estaria posicionado pra pertencer à natureza das coisas ou é algo que nós podemos decidir por nós mesmos?


4°. _ Qual é a natureza de Deus?


Seria Deus ser muito semelhante ao homem uqe governa o universo ou um espírito que açambarca tudo??


5°. _ Livre-arbítrio


Somos indivíduos livres que podemos fazer nossas próprias escolhas e determinar nossas atitudes ou somos determinados pelo destino do qual não temos controle algum? Podemos determinar o amanhã ou o amanhã nos está determinando desde o princípio da vida?


6°. _ Quem é superior? Mente ou matéria?


A matéria é uma criação da mente ou a mente é meramente outro tipo de matéria? Como é que a mente permanece pura e ao mesmo tempo mora dentro de um corpo-matéria?


7°. _ O que é e como seria o mundo sem nossa mente?


Seria possível conceber essa possibilidade ou completamente impossível? As coisas só exitem enquanto nós as percebemos? Uma cadeira do meu gabinete só estará existindo até o momento que eu estiver olhando para ela?




1984:)

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Wood & Stock!:)


"WOOD & STOCK - SEXO, ORÉGANO E ROCK´N ROLL" - VÁRIOS (Deck)A trilha de Wood & Stock - Sexo, orégano e rock´n roll (desenho de Otto Guerra baseado - opa - nas histórias em quadrinho de Angeli), segundo testemunhas, está longe de ser melhor que o filme - digo "segundo testemunhas" porque, por falta de tempo, nem eu mesmo pude ainda assistir. Mas diverte bastante, como tem acontecido com várias trilhas de filmes nacionais recentemente lançadas. E ainda serve como momento histórico bastante interessante. Quantas vezes na sua vida você pôde pegar o encarte de um CD lançado por uma gravadora de grande porte (no caso a Deck Disc) e ler lá: "fonograma cedido pela Baratos Afins?". Foi a veterana gravadora independente paulista que forneceu os fonogramas da banda alagoana Mopho. Até fonogramas publicados na revista-CD Outracoisa, de Lobão, aparecem, já que Arnaldo Baptista pinta no CD tocando sua versão para "Woody Woodpecker", um dos temas do Pica-Pau (aquela do "everybody thinks I'm crazy"...).A história dos dois velhos hippies é muitíssimo bem contada em CD, com músicas de artistas antigos e novos. Júpiter Maçã é um dos mais ativos da trilha, servindo de música de fundo em vários momentos, com músicas de momentos diferentes de sua carreira. Tem várias de A Sétima Efervescência, como "The freaking Alice (Hippie Under groove)", quase uma lição sobre cogumelos psicodélicos, e "Querida Superhist x Mr. Frog", mas também tem a maravilhosa "A marchinha psicótica de Dr. Soup", herdeira direta da psicodelia de Ronnie Von e das marchinhas ingênuas de Abílio Manoel - isso sem falar no hino "Um lugar do caralho". Rita Lee, que faz a voz da Rê Bordosa - ressucitada especialmente para o filme, já que o quadrinista Angeli matou a personagem em 1987 - aparece com duas faixas de seu primeiro LP solo, Build up, a engraçada "Hulla-Hulla" e a gospel-irônica "Eu vou me salvar".Entre as outras surpresas do CD, encontram-se os alagoanos do Mopho, elogiados pelo próprio Rogério Duprat durante uma entrevista - a balada triste "Quando você me disse adeus" emociona e encanta no meio de um disco que tem a descontração como mola mestra. "Ferro na boneca", do primeiro LP dos Novos Baianos, É ferro na boneca (1970) vem para mostrar que Moraes, Galvão, Baby & etc não faziam apenas samba-rock-choro - o som é pesado, com guitarras, gritos psicodélicos a la Tropicália, etc. "Um Oh! e um Ah!", de Tom Zé é o lado tropicalista brincalhão (mais até do que experimental) do CD. E boa parte desses fonogramas nem sequer teria ido parar aí se não fosse o crescente hábito dos fâs de pedras obscuras do rock nacional, de estar sempre trocando mp3 e baixando discos desconhecidos da internet. Pois é... Os "ladrões" de música têm muito a ensinar, até mesmo ás grandes gravadoras.